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| Foto: http://ostrafazendoperola.blogspot.com.br |
A prisão da liberdade
Amo por querer ser amado e não
pelo vão desejo de estar junto
Livre no mundo? Talvez nunca
seja, mas porque uma vida prisioneira é sinônimo de amor.
O que o poeta quer? Quer a
liberdade da vida a dois.
Quer a prisão da liberdade a dois
sem abrir mão de ter a vós, linda donzela de pele morena e olhos negros que
revelam os caminhos da minha perdição.
O que o poeta busca?
Apenas o vento que fará as asas
do meu coração novamente baterem para assim, sobrevoar as terras áridas e as
esperanças infecundas que insistem em turvar sua alma.
O que o poeta tem?
Tem o amor, sentimento mórbido e fugaz
que dilacera cada parte do seu espírito a cada novo ciclo da orbi do seu
desejo.
O que o poeta precisa?
Precisa de ti, bela e inebriante
donzela, que a ele e a ela encanta, mas para o poeta oferece apenas a dor da dependência,
do desejo e da eternidade não mais alcançada.
Precisa beber novamente do teu
sexo, do teu calor, do teu espírito devasso e quente.
Quente como a luz do sol que ilumina seu rosto
a cada novo dia que surge, simplesmente para louvar a tua rara beleza morena.
Precisa de ti e apenas de ti, do
teu suor, da tua boca, do teu sexo, da tua vida e do teu ar.
Para que novamente as asas
aprisionadas no coração do poeta que esperam lúgubres para semear a vida possam,
nesse dia, fazer brotar esperanças no solo fértil do amor.

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