domingo, 4 de novembro de 2012

Um pequeno poema para libertar

Foto: http://ostrafazendoperola.blogspot.com.br



A prisão da liberdade

Amo por querer ser amado e não pelo vão desejo de estar junto
Livre no mundo? Talvez nunca seja, mas porque uma vida prisioneira é sinônimo de amor.
O que o poeta quer? Quer a liberdade da vida a dois.
Quer a prisão da liberdade a dois sem abrir mão de ter a vós, linda donzela de pele morena e olhos negros que revelam os caminhos da minha perdição.
O que o poeta busca?
Apenas o vento que fará as asas do meu coração novamente baterem para assim, sobrevoar as terras áridas e as esperanças infecundas que insistem em turvar sua alma.
O que o poeta tem?
Tem o amor, sentimento mórbido e fugaz que dilacera cada parte do seu espírito a cada novo ciclo da orbi do seu desejo.
O que o poeta precisa?
Precisa de ti, bela e inebriante donzela, que a ele e a ela encanta, mas para o poeta oferece apenas a dor da dependência, do desejo e da eternidade não mais alcançada.
Precisa beber novamente do teu sexo, do teu calor, do teu espírito devasso e quente.
 Quente como a luz do sol que ilumina seu rosto a cada novo dia que surge, simplesmente para louvar a tua rara beleza morena.
Precisa de ti e apenas de ti, do teu suor, da tua boca, do teu sexo, da tua vida e do teu ar.
Para que novamente as asas aprisionadas no coração do poeta que esperam lúgubres para semear a vida possam, nesse dia, fazer brotar esperanças no solo fértil do amor. 

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